Eu sou responsável pela minha própria realidade

Eu sou responsável pela minha própria realidade

 

Eu sou responsável pela minha própria realidade

 

Eu sou responsável pela minha realidade? Como assim?…

Fui ensinada a desresponsabilizar-me de tudo que estivesse fora de mim… e também muitas coisas em mim…

Mas que culpa tenho eu se o copo me escorregou das mãos? Ou se a pessoa que ia ao meu lado caiu? Que culpa tenho eu das pessoas serem mesquinhas, ou irresponsáveis? Que culpa tenho eu do meu fracasso? Que culpa tenho eu se as pessoas são agressivas para mim? Ou maior ainda… mas que tenho eu a ver com as guerras ou as crianças que passam fome em África???

Não é uma questão de culpa, mas sim de responsabilidade…

Mas como posso ser eu responsável por algo que eu não fiz?

Pois, essa é a questão… O problema é vermo-nos como independentes de tudo que nos envolve… Vemo-nos como seres individuais em que o que fazemos não interfere com o exterior, mas isso é uma ilusão, uma desculpa para continuarmos a nos comportar irresponsavelmente sem nos culparmos da degradação que causamos á nossa volta…

Cada pensamento meu, ação, atitude, sentimento, emoção, interferem com o exterior… seja positivamente, seja negativamente…

Tal como num organismo humano, cada célula é responsável pela saúde do todo… Se uma célula estiver doente, todo o organismo está doente…

Fomos habituados a individualizar tudo, até o organismo… Cada especialista “trata” de uma das partes… Corta-se o corpo em partes e cada um faz disso o que quiser, sem se importar se o medicamento que está a receitar para o coração vai arruinar o fígado…

Mas não é disso que se trata aqui… O que se está a falar aqui é da responsabilidade individual pela saúde do todo… Eu não posso estar mal e querer que tudo á minha volta esteja bem. Não há coerência nisso… Pois o que está exterior a mim é só um reflexo do que eu sou…

Eu sou criadora e crio a minha realidade á minha imagem… O Universo não se deixa ludibriar por máscaras… não vale a pena sorrir quando cá por dentro tudo está em ferida… ou não vale a pena gritar a alegria e a felicidade quando por dentro mora a tristeza, a raiva, o ressentimento, a mágoa…

Estivemos demasiado tempo em modo de máscara… escondendo quem realmente somos… Não temos culpa, fomos ensinados assim, a esconder os nossos reais sentimentos e emoções, para nos protegermos… ensinaram-nos que sermos verdadeiros é uma fraqueza e que podemos ser magoados por isso… No fundo só nos queriam proteger, mas assim se ceifam vidas… pois como podemos receber a verdade em troca da mentira?

Abandonamos o nosso próprio SER, em detrimento de um ideal… que não existe… Nunca seremos felizes sendo uma máscara… porque a máscara não muda o que está lá dentro…

Podemos pegar num saco de batata podre, fechá-lo bem num saco e depois colocá-lo numa caixa bonita e decorá-la, mas não deixará de ser batata podre e mais cedo ou mais tarde vai começar a cheirar mal…

Resumindo, não importa o que transparecemos, mas sim o que vai lá dentro, e o que vai lá dentro é o que cria a nossa realidade.

Não importa se acreditamos nisto ou não, tal como não importa se acreditamos na lei da gravidade… ela se autocumpre independentemente da nossa crença…

Para sabermos o que vai lá dentro, basta olharmos á nossa volta e vermos o que criámos na nossa realidade… Se nos agrada, ótimo, é porque o interior está limpo, mas se não nos agrada, não vai adiantar berrar com o exterior, ou mudar de casa, ou bairro, ou país, ou mesmo planeta… nós somos criadores em qualquer circunstância…

Mania de passarmos por cima do que importa… mania de adiarmos o que tem que ser feito – a mudança interior…

O mais engraçado, é que isso é para nosso próprio beneficio… Não tem piada? Adiarmos a nossa própria felicidade??? Será que somos conscientes mesmo? Ou andamos a dormir, num sono coletivo?….

Elisabete Milheiro

Fonte: 

Eu sou responsável pela minha própria realidade