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Álcool e o alcoolismo (continuação)

Álcool e o alcoolismo (continuação)

O alcoolismo. Depois de falarmos do alcoólico tipo 1, doença, processo evolutivo e recuperação, vamos agora falar do alcoólico tipo 2.

O alcoólico tipo 2, usa o álcool como o toxicodependente usa as drogas…, benzodiazepinas, cocaína heroína, etc. Ou seja, o Alcoólico tipo 2 usa o álcool na busca do efeito, não porque gosta de álcool. Aqui não há o uso social do álcool, nem se pode falar do abuso do consumo. Para tirar partido deste tipo de adição, surgiram os “Shots” e outras formas bem mais criativas de atingir o estado de “pedrado”; o máximo de efeito na mínima quantidade de bebida (num gole). Apesar deste tipo de dependência, estar mais relacionado ao dependente feminino, aos vitoriosos descontentes, e ás camadas mais jovens, pouco ou nada se tem feito para aliviar o sofrimento deste alcoólico que sofre, e não vê uma saída para a sua vida.

Nada acontece por acaso, sorte ou azar.  

Continuar a explicar a doença, desintoxicação e recuperação, em nada beneficia, aquele que sofre. É certamente mais inteligente entender o que leva as nossas jovens esperanças, deste mundo, a procurarem a inconsciência, despersonalizando e anulando da própria vida. O que nos leva, ao não querer sentir a vida? porque procuramos no álcool e nas drogas anulação?

Então vejamos; É nos ensinado que, cada um de nós homens e mulheres que fazem parte da humanidade que povoam este maravilhoso planeta, estão aqui para fazer escolhas e tomar decisões. Mas, como o fazer em liberdade se; na cultura moderna ocidental, se foi desenvolvendo, pouco a pouco uma grande tensão entre o ser e o ter, a razão e a moral?

– Somos constantemente colocados sobre uma ética de conduta, com critérios contraditórios e antagónicos. Ora vejamos, para que sejamos realizados e felizes precisamos estar de bem com nós mesmos, com os outros, e com a natureza ou Deus como cada um o concebe ou entende. Mas…, em contrapartida somos profundamente pressionados por um mundo quantitativo, em que, as capacidades e aptidões criativas que cada um de nós desenvolve, só interessam se poderem ser convertidas em quantidade…, valores calculáveis; em poder; em dinheiro; em rendimentos.

Como isto não bastasse ainda somos, desde a mais tenra idade, pressionados para o conceito de normalidade. Um conceito perverso quando aplicado ao ser humano. Além disso, tornou-se claro que a nova tecnologia, da forma que está a ser usada, está a perturbar seriamente, o sistema ecológico, do qual fazemos parte integrante e depende a nossa existência.

A deterioração de nosso meio ambiente natural tem sido acompanhada de um correspondente aumento nos problemas de saúde. Quanto ao aspeto psicológico, a depressão, a esquizofrenia e outros distúrbios comportamentais parecem surgir de uma deterioração paralela de nosso meio ambiente social. Existem numerosos sinais de fragmentação social, incluindo o agravamento de crimes violentos acidentes e suicídios; o aumento do alcoolismo e do consumo de drogas; e um número cada vez maior de crianças com défice de aprendizagem e distúrbios de comportamento.

Mas há muito mais…, o mundo moderno está a ser flagelado pelas “doenças da civilização” doenças crónicas e degenerativas, tais como, as doenças cardíacas, o cancro, as escleroses multiplicas, e tantas outras psicossomáticas, fruto da inconstância entre o ser e o ter.  

Falar de alcoolismo ou de qualquer outra dependência, não é difícil, mas tomarem-se verdadeiras decisões de mudança exige coragem. É preciso aceitar que os indivíduos que compõem a humanidade hoje, já nasceram mais evoluídos. Não conseguem aceitar sem drogas, a formatação competitiva (predadores) que o velho sistema ainda perpetua.

Para cada problema existe uma solução perfeita e criativa.

Apesar das comunidades terapêuticas já terem tido um papel de relevo na “recuperação de aditos”, hoje já não é suficiente, é preciso bem mais. Um adito é uma potência, sustida de consciência expandida. São os ativistas da mudança.

Hoje, os aditos de todo o mundo, consoante entram em recuperação, já se começam a concentrar em verdadeiros grupos de mudança de paradigma. Se és adito, depende de álcool ou outra droga, licita ou ilícita, e desejas mais esclarecimento não vaciles. Coloca as tuas dúvidas sem medo porque estás 100% protegido pelo anonimato.

Obrigado por estares no meu mundo  

No próximo artigo continuamos com as drogas legais “as benzo”…

O álcool e o alcoolismo

O álcool e o alcoolismo

O alcoolismo e o seu processo: uso social, abuso e dependência

O alcoolismo é uma doença crónica progressiva quase sempre fatal. Infelizmente por ignorância, muitos são os que veem o alcoólico como um viciado, criando um estigma altamente destrutivo ao que sofre desta doença.

Apesar de existirem vários tipos de alcoolismo, neste artigo vou somente abordar o alcoólico Tipo 1 (o alcoólico que gosta de álcool). No próximo artigo colocarei claro o alcoólico Tipo 2 (o alcoólico que usa o álcool como se de outra droga qualquer se tratasse). Como a disparidade é muito grande entre os dois Tipos de alcoolismo, porque no processo evolutivo da doença no Tipo 2, não existe o uso social, nem tão pouco o abuso (intoxicação), entrando logo pela dependência, é melhor fazer um artigo separado para cada tipo de alcoolismo.

No Tipo 1, existe um processo progressivo até à doença. Entra-se em contacto com a bebida alcoólica pela socialização (em todos os rituais a bebida alcoólica está presente. Desde aniversários, casamentos, batizados, festas, etc. enfim… praticamente em tudo, e de toda a forma).

Os alcoólicos Tipo 1 dividem-se em dois grupos: o grupo da personalidade aditiva (racionais analíticos) e o grupo dos mais evoluídos espirituais (intuitivos-sintéticos).

Vamos começar pelos racionais analíticos (os que se encontram nesta realidade com o objetivo de servir o mundo, desde que o mundo lhe devolva a dobrar). Aqui, tudo começa com o uso social, passando em seguida por uma fase de abuso (intoxicação alcoólica, embriaguez), que continuando esta fase de abuso leva à dependência.  

No uso social o álcool tem uma ação benéfica, na fase de abuso (intoxicação), advém a euforia, a pessoa sente-se “a maior”, há perda de controle e surgem os problemas (ações irresponsáveis). Na fase de abuso o usurário pode sempre voltar ao uso social. Se continuar abusando do consumo (intoxicação), pode entrar na dependência. Da dependência já não é possível voltar para o uso social do álcool.

Uma vez alcoólico (dependente), alcoólico para sempre. O alcoolismo tem cura? Não! O alcoolismo não tem cura, mas tem recuperação (transformação/mudança). Segundo a OMS «O alcoolismo é uma doença crónica, progressiva, quase sempre fatal»

Se é uma doença crónica, significa que não tem cura, se é progressiva significa que a doença não para de evoluir (é como uma gravidez, ou está grávido ou não está grávido, se a gravidez não for interrompida, não pára de crescer).

Quase sempre fatal, se não houver a decisão de parar, acaba quase sempre, num hospital, morgue ou até mesmo cadeia.

Característica da doença e suas causas .

O alcoolismo é uma doença compulsiva, obsessiva, que se caracteriza pela negação. Quem dela sofre, nega sempre Ser Alcoólico. Faz constantes comparações, com outros alcoólicos procurando as diferenças e não as semelhanças.

É uma doença de sentimentos e emoções, resultante de princípios e valores que já foram úteis, mas que hoje, estão obsoletos e não funcionam.

O alcoólico pode largar a bebida? Claro que sim. Mas como é uma doença compulsiva, o corpo vai pedir a sua dose de álcool para funcionar (a sua falta pode levar à morte). Para que a compulsão física desapareça é preciso fazer uma desintoxicação física. Após onze (11) dias sem álcool o corpo físico fica livre de álcool (o corpo está desintoxicado, a síndrome de abstinência desaparece na totalidade).

Então a dependência do álcool tem cura! Não! o alcoolismo não tem cura. Pode estar abstinente do álcool e desintoxicado, mas a obsessão mental continua ativa. Sempre que precise lidar com os acontecimentos do quotidiano, a obsessão vai levar à recaída.

Qual é a solução?

A solução eficaz é um programa de recuperação personalizado. Aí, o alcoólico, ganha uma nova forma de se ver, de ver os outros, e de ver o mundo. É um alcoólico em recuperação (como a lendária Fénix), renasce das cinzas de uma vida miserável, para uma vida próspera alegre e feliz.

Também existem os grupos de AA (alcoólicos anónimos), uma irmandade de alcoólicos existente em 155 países que através de partilhas de experiências, vão mantendo os seus membros abstinentes.

Alcoólicos do grupo de intuitivos-sintéticos

Os alcoólicos do grupo de intuitivos-sintéticos são um pequeno grupo que estão neste mundo para servir, sem esperar nada, ou pouco esperar em troca. Sentem-se cidadãos do mundo. Têm uma consciência abrangente.

A sua entrada na dependência do álcool, deve-se ao facto de serem educados para fazer parte do grupo dominante deste planeta (condicionados ao paradigma materialista/separatista). São indivíduos intuitivos e sentem-se desajustados no mundo liderado por instintivos (hóspedes predadores) indivíduos de evolução ainda primitiva que estão neste mundo para aproveitar dele o máximo que poderem, no mais curto espaço de tempo.

Os alcoólicos, elementos deste grupo mais restrito, só encontram ajuda em indivíduos do mesmo grupo evolutivo (intuitivos sintéticos), que como eles, passaram pela dependência do álcool (foram ajudados), libertaram-se dos condicionalismos do mundo separatista/ materialista. A sua consciência amplia-se à sua verdadeira dimensão evolutiva e sentem-se responsáveis pelo mundo que habitam. Têm uma atitude proativa com a vida e o próximo e dedicam-se a realizações desinteressadas. Este grupo representa um pouco as gerações futuras.

Espero que este artigo tenha contribuído para ajudar a esclarecer esta doença que tem refém 10% dos portugueses de todos os estratos sociais. No próximo artigo abordaremos o alcoólico tipo 2, para depois dedicarmos a nossa atenção à dependência química (benzodiazepinas) drogas legais e também as ilícitas.

Os comentários de experiências e dúvidas são bem vindas. Obrigado.

António Fernandes

Adição/dependência

Adição/dependência

Introdução

Este artigo é o primeiro de uma série de pequenos artigos que procuram trazer à luz uma das doenças mais difundida no mundo moderno a adição. Não só tem como objetivo uma visão ampla do problema, como o trazer soluções responsáveis (duradoiras), para todos que sofrem desta doença.

 Quando se fala em adição ainda existe uma grande associação ao álcool, benzodiazepinas e a outras drogas químicas. Mas a verdade é muito mais ampla. Existem milhões de adictos que nunca usaram álcool nem químicos para alterarem seu estado de humor. É preciso despertar para o facto que existem neste momento milhões de adictos à internet, em todo o mundo, que apesar de estar a assolar a nossa juventude, também se expande a todas as faixas etárias. Há também centenas de milhares de pessoas adictas às compras, à comida, ao trabalho, ao furto, ao sexo, à pornografia, à comida saudável, às redes sociais, séries televisivas, telenovelas, noticiários, ao ginásio e a muitas outras adições como sucesso, poder, pedofilia, codependência, etc.  

O início e expansão da Adição

A aparente realidade atual está na raiz da adição. O mundo e a humanidade em geral está a passar pela maior transformação que há conhecimento em toda a sua história. Todos procuramos ser felizes e realizados, num mundo altamente competitivo, ainda regido por um paradigma separatista/dualista em que se privilegia o estar em detrimento do ser. Como o estar é transitório e o ser é perene, fica-se sujeito ao efémero, e esquecemos o permanente. Diz-se que o mundo é dos espertos oportunistas…, e são eles que o governam.

 Mas na verdade, se nos agarramos ao momentâneo, criamos insegurança (medo). Tornamo-nos fábricas de medo. Como adito em recuperação, e com a experiência de mais de 20 anos a conduzir outros adictos à liberdade, estou convicto que a maior parte das pessoas deste mundo, não consegue lidar com a insegurança produzida pelo obsoleto paradigma vigente. Dessa incapacidade, surgem sentimentos de frustração, solidão, medo, em lugar da paz de espírito realização…, o vazio.

Crenças sobre a adição.

Porque a doença se chama adição?

Adição significa soma (juntar algo) Eu + Algo (não importa se é álcool, droga, internet etc.) completo-me (altero o estado de humor).

Como a adição é uma doença caracterizada pela negação, o adito nunca admite o seu problema. Tenta ser sempre diferente, para poder dizer que não é igual ao outro.

Como funciona?

A adição é uma doença de compulsão e obsessão. A compulsão é física e funciona como motor de arranque e a obsessão é mental perpetuando a progressão da doença (pescadinha de rabo na boca).

A adição tem cura?

Não se pode falar em cura, mas sim em recuperação (transformação/mudança).

Como somos todos diferentes, e existe uma grande variedade de adições, e todas elas têm como objetivo alterar o estado de humor, vou deixar aqui alguns motes para os próximos artigos me dedicar a desenvolver algumas das mais urgentes. Calmantes (benzodiazepinas), álcool, internet, e todas as outras que me seja solicitado pelos leitores ou clientes da casa escola António Shiva®.

O próximo artigo vamos abordar o alcoolismo seu processo, no uso social, abuso e dependência. Desintoxicação, abstinência e recuperação.

Obrigado por estares aqui comigo, as sugestões e dúvidas são bem-vindas. 

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