O QUE É QUE SE PASSA, REALMENTE NO MUNDO?

O QUE É QUE SE PASSA, REALMENTE NO MUNDO?

O que é, que estamos a viver?

Depois do “estado de emergência”, é provavelmente decretado o “estado de calamidade publica” …, o momento é de tranquilizar. Acalmar o coração e a alma. Apesar de ninguém saber o que, verdadeiramente se passa, temos a certeza de uma coisa, TUDO VAI FICAR BEM! A natureza é sábia e sempre justa. O universo é autoconsciente e tudo que nele existe, visível ou invisível, é matéria inteligente.

As instituições detentoras do poder, estão a fazer, o melhor que sabem, através do que conseguem enxergar, do ponto de luz em que se encontram. Consoante vão sendo trazidas “à luz” declarações científicas, políticas, médicas, sociais, económicas, religiosas, mais me é trazido a memoria a velha parábola Hindu – Os Sábios Cegos e o Elefante.

Para os que, já não se recordam da parábola, eu vou avivar a memória. “Como quem conta um conto, acrescenta-lhe um ponto” eu não quero fugir á regra.

 ENTÃO, VAMOS LÁ…

“Numa cidade da Índia viviam sete sábios cegos. Como os seus conselhos eram sempre soluções brilhantes, todas as pessoas que tinham problemas procuravam a sua ajuda.

A pesar dos sábios serem amigos, existia competição entre eles…, que, de vez em quando, davam origem a grandes dissertações sobre qual deles, seria o mais sábio.

Certo dia, já altas horas da noite, depois de muito discutirem acerca da verdade da vida, e não chegarem a um acordo, um dos sábios ficou tão zangado, que resolveu ir viver sozinho, numa caverna da montanha. Disse aos companheiros:

– Somos cegos, para estarmos despertos, para podermos ouvir, e entender melhor que as outras pessoas, a verdade da vida. E, em vez de aconselharmos os pobres adormecidos, ficamos aqui discutindo como se estivéssemos em competição. CHEGA! Não aguento mais! Vou-me embora.

Uns dias depois, chegou à cidade um comerciante montado num enorme elefante. Toda a cidade entrou em alvoroço, nunca ninguém tinha visto, animal tão colossal. Os sábios cegos nunca tinham tocado nesse animal e correram para a rua ao encontro dele.

O primeiro sábio apalpou a barriga do animal e declarou:

– Trata-se de um ser gigantesco e muito forte! Posso tocar nos seus músculos e eles não se movem; parecem paredes…

– Que palermice! – disse o segundo sábio, tocando nas presas do elefante. – Este animal é pontiagudo como uma lança, uma arma de guerra…

– Ambos se enganam – retorquiu o terceiro sábio, que apertava a tromba do elefante. – Este animal é idêntico a uma serpente! Mas não morde, porque não tem dentes na boca. É uma cobra mansa e macia…

– Vocês estão loucos! – gritou o quinto sábio, que mexia nas orelhas do elefante. – Este animal não se parece com nenhum outro. Os seus movimentos são bamboleantes, como se o seu corpo fosse uma enorme cortina ambulante…

– Vejam só! – Todos vós, mas todos mesmos, estão completamente errados! – irritou-se o sexto sábio, tocando a pequena cauda do elefante. – Este animal é como uma rocha com uma corda presa no corpo. Posso até pendurar-me nele.

E assim ficaram horas discutindo, aos gritos, os seis sábios. Até que o sétimo sábio cego, o que agora habitava na caverna, apareceu conduzido por uma criança.

Ouvindo os gritos histéricos da polémica, pediu ao menino que desenhasse no chão a figura do elefante. Quando tateou os contornos do desenho, percebeu que todos os sábios estavam certos e enganados ao mesmo tempo. Agradeceu ao menino e afirmou:

– É assim que os homens se comportam perante a verdade. Pegam apenas numa parte, pensam que é o todo, e continuam tolos!”

Apesar da visão acertada do sétimo cego, em relação ao comportamento dos homens perante a verdade, poderíamos aqui também incluir os sistemas detentores do poder mundial, neste tempo agitado de mudanças.

 O mundo já mudou! O Covid19 veio mostrar o que a velha máquina do poder, tentava esconder. De nada adiantou tentar tapar “o sol com a peneira”, com as tomadas de força. “A verdade”, mesmo escondida, manipulada, ou ignorada, não deixa de ser verdade (“na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma” – Lavoisier). A velha máquina, outrora prospera e poderosa, ao resistir a mudança de paradigma, entrou em stress, adoeceu, e foi ficando cada dia mais frágil (apesar de tentar manter a aparência). A máquina perdeu o controlo sobre os sistemas e virou sucata para reciclar.

“Uma nova era dourada de amor iluminará a face da terra”, já dizia o mestre.

O terror de ser contagiado e contagiar, passa pela metamorfose e transforma-se em aceitação (a mais ampla expressão se amor)? Estou convicto que sim. Apesar dos alertas, para a segunda vaga de “Covid”, acalma a vibração de medo, e renasce a essência amorosa em cada ser humano. A vida está a emergir da egoesclerose, e um novo homem, habitará a terra.

O momento é de acalmar a vibração, e todas a ferramentas são boas, quando os resultados são bons.

A minha poderosa ferramenta de mudança foi inicialmente oração da Serenidade

“Deus concede-me serenidade, para aceitar o que não posso modificar. Coragem para modificar aquelas que posso, e sabedoria, para distinguir uma das outras”.

Chegou a hora de aproveitar a oportunidade do momento que estamos vivendo, baixar os braços, aceitar que o mundo já mudou, me voltar para dentro, e permitir a mudança, em vez de lutar (“coragem para mudar o que posso mudar”).

A mudança já aconteceu, se enxergarmos com um pouco de atenção. Vemos que “o salve-se quem poder”, está a dar lugar a aceitação, e ao verdadeiro sentido da palavra “solidariedade”. E cresce a cada dia que passa, a certeza e autoconfiança, que; seja lá o que for, que venhamos a precisar, a vida (natureza/universo), vão providenciar. Não é o ser humano, o único de todos os reinos da natureza, munido do poder divino?

Benvindo ao novo mundo

António Teixeira Fernandes  

Como será o mundo pós Covid?

Como será o mundo pós Covid?

O Novo mundo não é ficção

O Cardeal Tolentino afirma hoje num artigo: “É importante darmo-nos conta que o mundo já não voltará a ser aquilo que era, e que há um novo percurso que devemos seguir. Mas para isto temos de reforçar a nossa experiência comunitária. E juntos, todos unidos, sem descartar ninguém, sem deixar ninguém para trás, que seremos capazes de enfrentar os imensos desafios que nos esperam. Não tenhamos dúvidas: a única verdadeira “imunidade de grupo”, de que tanto se fala, é o amor, a justiça social, a construção de um mundo mais humano”.

 A questão é a seguinte. Será possível um novo mundo, sem uma nova consciência?

Certamente que não. Se dermos uma vista de olhos, pela história da humanidade, percebemos que em cada época, predominava um tipo de consciência. E, é a consciência individual e coletiva, que definem a realidade de cada época. A humanidade sempre fez, o melhor que sabia e podia, dentro do que conseguia enxergar. Apesar de em todas as épocas surgirem, alguns despertos (iluminados), foram mal-interpretados, pelas mentes fechadas de discípulos e seguidores, que em vez de seguirem seus mestres…, deturparam seus ensinamentos geralmente de amor e compaixão, pelas trevas do medo, originando fanáticas instituições religiosas, que espalharam o terror em nome de Deus, e regaram com sangue o paraíso, criado por Deus (natureza).

Será que “a vida em abundância”; é uma utopia? Será que “o nazareno”, nos enganou? Será que nascemos para sofrer com doenças horrorosas, guerras, fome, genocídio, homicídio, ansiedade, depressão, suicídio, ou qualquer outra forma de sofrimento? De forma alguma, posso acreditar que Deus “criação/natureza”, criaria este maravilhoso planeta/paraíso, para fazer dele uma arena onde se deleitava com as lutas insanas dos filhos, que tinha vendado à nascença.

 Se assim fosse, Deus o criador de todas as criaturas da natureza, seria insano, masoquista e cruel. “Deus é amor”, dizia Paulo, e não há como duvidar. Deus é amor, e essência, que dá vida a forma humana. A criação, é sábia e sempre justa. O mundo de amor e abundância, é uma realidade, e está aí…, esperando por ser habitado pela humanidade. O que falta…? Somente amplificar a consciência, ao estado mais puro de amor “aceitação”. Sabemos que estas afirmações, não têm nada novo.  

Não será verdade, quando o nazareno, afirmava: “o meu reino, não é deste Mundo” João 18: 36; ele já falava, no que hoje a ciência moderna chama de mundos paralelos. O tal “Reino dos Céus”, não é um outro lugar…, mas sim um novo estado de consciência.

Pouco adianta opinar com mais ou menos palha. O que não falta para aí é opiniões e “achismos”, dos “especialistas na matéria”.

A pergunta é: como será o novo mundo? Como é que todos viveremos?

Ontem saí para ir ás compras, e encontrei um mundo de pessoas fechadas em suas cápsulas, de rostos tapados, abatidas, num processo de reciclagem. Á primeira vista, pareciam almas penadas (mortos vivos), mas ao estar mais atento, percebi que existia um profundo mergulho cogitativo.

Se os mais adormecidos e distraídos ainda não se refizeram, do grande abanão, os mais despertos e atentos, já veem o novo mundo para além da matéria (quântico/metafisico). Já enxergam a grande derrocada das já frágeis estruturas dos velhos sistemas político/económico/social/religioso. Não resta pedra sobre pedra. Tudo já mudou (ou está em mudança) … desde o ensino, até a saúde, já nada é como dantes “no quartel de Abrantes”.

Mas afinal o que é que vai mudar, que seja motivo de tanta expectativa e regozijo?

Não haverá certamente a caça as bruxas. Tudo é perfeito da forma que é.

Vamos aos factos…, até aqui o ser humano e a humanidade em geral tem procurado a própria realização, progresso e felicidade no material. Contruíram-se coisas fabulosas, viaturas, comunicações, palácios e toda a espécie de equipamentos práticos para facilitar a vida (conforto, lazer e prazer). Apesar deste progresso material maravilhoso, que ainda está para dar um salto gigantesco num futuro muito próximo, com a estabilização da 5ª geração tecnológica. O ser humano (humanidade), não encontrou a tão famigerada felicidade (plenitude). “A plenitude não está fora (na matéria), mas sim dentro na pessoa”. Penso que esta frase já foi escrita e lida biliões de vezes. Mas só agora, na era Covid, é que se começa a fazer luz.

Como o novo mundo, não é um lugar, mas um novo estado de consciência, o ser humano passara a viver de dentro para fora. Não estará mais sujeito ao efeito das circunstâncias externas, mas pela posse interna do Ser construir a realidade externa do ter.

Na verdade, este novo mundo sempre foi anunciado, e tudo que possa escrever é palha ao lado da sabedoria dos grandes mestres e mentores. Não deixo de ser um pomposo arrogante tentado ser humilde. O novo mundo já foi anunciado das mais diversas formas. “Vi, então, um novo Céu e uma nova Terra”, Apocalipse 21.1. o que faz a nova terra (realidade material) é o novo Céu (consciência). A consciência do Ser para Ter. A consciência do Ser para ter, está a surgir na humanidade há já muito tempo. Mas o sistema educacional instituído, viciados mantinha a formatação na competitividade e luta pela sobrevivência, condenando através da repressão do “SER” milhões de homens e mulheres ao sofrimento da ansiedade, pânico, depressão, que em casos extremis leva a dependência de droga, suicídio, morte. Mas na verdade já são águas passadas. O mundo já mudou e uma nova humanidade surge de dentro para fora.

Já nada é como antes. Uma nova consciência mudou a face da terra. Toda a natureza rejubila de alegria. Uma nova espécie surge no planeta. E todos nós fazemos parte dela!

Obrigado por estares na minha vida e no meu mundo

António Teixeira Fernandes

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